O Ministério Público de Jales investiga a contratação de uma empresa de fachada pela prefeitura de Mesópolis.
O promotor analisou contratos e notas fiscais e descobriu que em 2009, Maria Aparecida Borges Poliselli foi contratada por meio de licitação, para prestar serviços nas áreas de promoção social e eventos, em Mesópolis. O que chamou a atenção foi que o endereço da empresa era o mesmo da casa do prefeito.
O prefeito e a empresária respondem no MP de Jales a uma ação civil pública. Se comprovadas as irregularidades, os envolvidos podem perder os direitos políticos por até cinco anos e ainda ter que pagar multa.
Os vereadores responsáveis pela denúncia contam que Maria Poliselli venceu a licitação em março de 2009. Durante 10 meses de trabalho, ela teria recebido R$ 48,4 mil. Mas segundo eles, a empresa nunca existiu.
Para o procurador jurídico da prefeitura Dario Guimarães Chammas, não houve irregularidade e nem favorecimento na contratação. E o fato do endereço da empresa ser o mesmo da casa do prefeito, não passou de um erro do escritório de contabilidade. A empresária foi procurada para dar entrevista, mas ela não estava em casa.